Projeto "Ritmos do Cabula"

O projeto Ritmos do Cabula foi desenvolvido com o objetivo de preservar, valorizar e difundir o samba de cabula como uma expressão tradicional da cultura afro-brasileira. A iniciativa promoveu oficinas musicais e rodas de samba com foco educativo e comunitário, reforçando a importância da ancestralidade, da identidade cultural e da participação popular.

Entre seus objetivos específicos estiveram a realização de oficinas abertas à comunidade de Ilha Comprida sobre a história e a prática do samba de cabula, o incentivo à participação feminina e negra no campo musical e cultural, a promoção de apresentações públicas de encerramento e o estímulo ao sentimento de pertencimento e à continuidade das tradições locais.

Ações realizadas

As atividades tiveram início em 20 de junho de 2025 e alcançaram aproximadamente 50 pessoas ao longo de sua execução. As oficinas foram estruturadas com conteúdos teóricos e práticos, abordando a história do samba de cabula, seus instrumentos, ritmos e origem afro-brasileira, além de práticas de percussão, canto e rodas de samba.

O projeto atingiu sua meta principal ao promover e preservar o samba de cabula dentro da comunidade, contando com participação expressiva do público feminino e da população negra local. As oficinas foram conduzidas por dois instrutores convidados, músicos atuantes na cena do samba tradicional, o que contribuiu para a qualidade artística e pedagógica das atividades.

Além disso, foi realizada uma roda de samba aberta ao público, onde os participantes puderam apresentar os aprendizados adquiridos, fortalecendo a cena cultural local e criando vínculos comunitários. O projeto também resultou na formação de uma rede de artistas e aprendizes interessados em dar continuidade às ações iniciadas.

Ritmos do Cabula gerou um impacto positivo tanto no campo artístico quanto social, contribuindo para a valorização da cultura afro-brasileira e para a formação de novos agentes culturais locais. O fortalecimento do samba de cabula como símbolo de resistência e identidade foi evidenciado nas falas e na participação ativa do público.

Com média de 30 participantes por atividade, o projeto também incentivou o diálogo intergeracional e promoveu um espaço de empoderamento feminino e negro, alinhado às políticas de diversidade e inclusão cultural.

A iniciativa reafirma o compromisso com a preservação das manifestações culturais tradicionais e com a democratização do acesso à cultura em Ilha Comprida.