Prefeito Geraldino Júnior anuncia o Programa “Ilha Comprida, com Elas”, que  tem a meta de romper o ciclo histórico da violência contra as mulheres no município

25/11- Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Prefeito Geraldino Júnior anuncia o Programa “Ilha Comprida, com Elas”, que  tem a meta de romper o ciclo histórico da violência contra as mulheres no município

 

A luta contra a violência praticada contra as mulheres na Ilha Comprida foi transformada em política pública municipal com o Programa de Atendimento Psicossocial às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica. Implantado pelo Município, por intermédio do Departamento Municipal de Desenvolvimento Social e Fundo Social de Solidariedade (FSS), o Programa “Ilha Comprida, com Elas” conta com trabalho em rede para romper o ciclo histórico e estrutural da violência e resgatar a autoestima e a autonomia das mulheres.

O prefeito Geraldino Júnior destaca a importância do Programa para oferecer acolhimento e atendimento profissional às mulheres que enfrentam a dor provocada pelas diversas formas de violência. “É preciso que as mulheres que passam por essa difícil situação saibam que não estão sozinhas e que podem contar com nossos profissionais. Eles estão preparados para acolhê-las e oferecer todo o apoio necessário para que possam retomar suas vidas, com dignidade, autonomia e sem violência”.  

Com psicóloga e assistente social e apoio do Departamento de Saúde, o Programa envolve as Fases de Acolhimento, Resgate identitário, Integração e capacitação profissional : “Já fazíamos o atendimento, mas o “Ilha Comprida, com Elas” fortalece as ações em rede e cria uma ação mais efetiva contra a violência. Em um único dia, realizamos três atendimentos, o que mostra que as mulheres estão externalizando seus sentimentos. Há casos de mulheres que sofrem violência há mais de vinte anos. Estamos aqui para ouvi-las, acolhê-las e atender, com eficiência, essa população que tanto sobre e tanto foi reprimida”, afirma a diretora do Departamento, Isabelle Martins Benetti. Implantado há 30 dias, o Programa já realizou 30 atendimentos no período.

A presidente do FSS, Juliana Peitl, destaca que a adoção do combate à violência como política pública municipal é um antigo sonho realizado. “Estamos trabalhando em rede para que as mulheres rompam o ciclo de violência, tenham coragem de denunciar e saibam que podem contar com uma rede de profissionais preparada para atendê-las da melhor maneira possível. Queremos que elas saibam que não estão sós”, explica.

O Programa atende as denúncias na sede do Departamento, no prédio da Prefeitura, na Av. Beira Mar, 11.000. O atendimento é feito em local sigiloso para preservar a identidade das mulheres. Contato (13) 3842-7000.  Nos finais de semana e feriados, pode ser acessado o 180.

 

Para entender a gravidade da situação no país

- O Mapa da Violência (FLACSO/BR) aponta o Brasil ocupa o 5º lugar nas taxas de homicídio feminino em uma amostra de 83 países.

- Desde 1991, a violência contra a mulher é reconhecida pela Organização Pan-Americana de Saúde – OPS – como causa de adoecimento das mulheres, sendo considerada uma questão de saúde pública ( Heise; Pitangy e Germain, 1994; Camargo, 2020).

- A violência desenvolve agravos de ordem física e mental que repercutem na diminuição de “anos saudáveis de vida” das mulheres ( D’Oliveira e Schraiber, 2000).

- Em 2002, a violência contra a mulher passou a ser considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um grave problema de saúde pública e violação de direitos humanos.

- Em 2006, a Lei Maria da Penha foi um marco na luta por justiça.